sábado, 11 de outubro de 2014

Fed Up - Legendado

Documentário IMPERDÍVEL de algo que venho falando há anos ...



- O problema não é alimento gorduroso;
- O problema não é falta de exercício físico;
- O problema não é ser preguiçoso;

O PROBLEMA É O CONSUMO EXAGERADO DE AÇÚCAR E SEUS DERIVADOS!

https://drive.google.com/file/d/0Bxi76MMvNa4JUXVwNEQ5c0tFa3M/edit




domingo, 28 de setembro de 2014

Adoçantes - vilões ou mocinhos?



ESCLARECIMENTOS SOBRE A POLÊMICA DOS ADOÇANTES ARTIFICIAIS - RETIRADO DO SITE DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES
Quarta, 24 Setembro 2014
Publicação online vem causando polêmica ao sugerir a possibilidade dos adoçantes artificiais de induzir à intolerância à glicose e mesmo ao diabetes e à obesidade.
A revista Nature publicou em 17 de setembro a última versão online de um estudo que vem causando polêmica em todo o mundo [1] ao sugerir a possibilidade dos adoçantes artificiais de induzir à intolerância à glicose e mesmo ao diabetes e à obesidade.
Em resumo, os seguintes tópicos reproduzem as conclusões do estudo:
1 - O estudo foi conduzido em ratos e em 7 humanos saudáveis e não usuários de adoçantes artificiais, dos quais apenas 4 apresentaram um quadro significativo de intolerância à glicose quando expostos a doses usuais de sacarina durante uma semana.
2 - Em ratos, o uso de sacarina, sucralose e aspartame promoveu um aumento do risco de intolerância à glicose.
3 - Os mecanismos desse efeito colateral dos adoçantes artificiais ainda não está bem esclarecido, mas parece estar relacionado com alterações na microbiota dos indivíduos expostos a adoçantes.
4 - Paralelamente, os pesquisadores analisaram 400 indivíduos e descobriram que as bactérias intestinais dos usuários de adoçantes eram bastante distintas daquelas encontradas em não-usuários.
Os autores salientaram, entretanto, que os resultados desse estudo são preliminares e que, por isso, as conclusões do estudo não devem ser encaradas como recomendações clínicas destinadas a inibir o uso de adoçantes artificiais.
Nessa mesma linha, os autores recomendam que as pessoas não devem encarar os achados do estudo como um conceito segundo o qual as bebidas açucaradas devam ser preferidas, em detrimento dos adoçantes artificiais.
Até que essa polêmica seja resolvida no futuro, não há no momento nenhuma recomendação no sentido de propor a suspensão do uso de adoçantes artificiais, uma vez que esses produtos são considerados seguros, conforme posicionamentos da Food and Drug Administration, da American Diabetes Association e da American Medical Association, entre outras.

Em síntese, o ideal é não adoçar nada, mas para quem ainda precisa adoçar alimentos, não usem açúcar, usem os adoçantes.

Fonte:
Suez J, Korem T, Zeevi D et al. Artificial sweeteners induce glucose intolerance by altering the gut microbiota. Nature. Publicado online em 17 de Setembro de 2014. DOI: 10.1038/nature13793

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O colesterol e como tudo foi interpretado errado.


 Bem... quando o assunto é colesterol, as coisas ficam mais difíceis.
Colesterol e suas implicações são muito complexas.
O que se  entende por colesterol "bom" e "ruim" está errado.
Abaixo, um video do aclamado especialista Gary Toubes, que é uma das principais entidades envolvidas em ciência do emagrecimento, explicando de maneira sucinta o colesterol e as origens de seus conceitos.
Ative as legendas.

https://www.youtube.com/watch?v=vBu_X5SZ-hU


Casos de sucesso :-)

Adoro fotos de antes e depois. Mas, não aquelas falcatruas que pegam o corpo da pessoa e mexem no photoshop. Os casos que aqui aparecem são casos que obtive através dos meus clientes ou contatos de colegas no facebook, parabéns a todos !

André Mascarenhas - 36 anos - RJ



Adriana Bernadete - 50 anos, 2 filhos - 35kg


É interessante notar que o contrário do ideal, não precisa ser péssimo.
Adriana, já estava se preparando para a cirurgia bariátrica, mas recuou por medo. Ela teve contato com o método Dukan, o qual já mencionei nas referências bibliográficas. Dukan não é um método mais adaptado à nutrição humana, mas ele instrui sobre a importância do controle dos carboidratos e do alerta sobre eles.
Evitar os picos de insulina é a coisa mais importante em se tratando de emagrecer. E isso o francês fala.
Sigam ela no instagram, para ter dicas pessoas dela.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Ensaios Clínicos !


E o que diabo é isso?

Ensaios clínicos são testes feitos em pessoas.
A ciência, o método científico vêm se aprimorando cada vez mais, com equipamentos mais sofisticados e uma busca de interpretação de dados mais coerente em busca da verdade.

Alguns de vocês devem se perguntar de onde estou tirando essas informações, o que é FUNDAMENTAL, uma vez que qualquer idiota pode escrever livros, e acreditem, eles os fazem.

Recomendo a leitura de artigos científicos relacionados ao tema. Para quem não sabe interpretá-los ou não gosta, recomendo SEMPRE que comprar um livro, que ele tenha uma quantidade generosa de referências bibliográficas.

Há vasto material que coloquei para os que querem se aprofundar mais no tema: AQUI.

Coloco também abaixo uma tabela de 17 ensaios publicados em revistas internacionais importantíssimas que dietas com restrição racional de carboidratos, são mais apropriadas à saúde.


  • Shai I, et al. Weight loss with a low-carbohydrate, mediterranean, or low-fat diet. N Engl J Med 2008;359(3);229–41.
    1. Gardner CD, et al. Comparison of the Atkins, Zone, Ornish, and learn Diets for Change in Weight and Related Risk Factors Among Overweight Premenopausal Women. The a to z Weight Loss Study: A Randomized Trial. JAMA. 2007;297:969–977.
    2. Brehm BJ, et al. A Randomized Trial Comparing a Very Low Carbohydrate Diet and a Calorie-Restricted Low Fat Diet on Body Weight and Cardiovascular Risk Factors in Healthy Women. J Clin Endocrinol Metab 2003;88:1617–1623.
    3. Samaha FF, et al. A Low-Carbohydrate as Compared with a Low-Fat Diet in Severe Obesity. N Engl J Med 2003;348:2074–81.
    4. Sondike SB, et al. Effects of a low-carbohydrate diet on weight loss and cardiovascular risk factor in overweight adolescents. J Pediatr. 2003 Mar;142(3):253–8.
    5. Aude YW, et al. The National Cholesterol Education Program Diet vs a Diet Lower in Carbohydrates and Higher in Protein and Monounsaturated Fat. A Randomized Trial. Arch Intern Med. 2004;164:2141–2146.
    6. Volek JS, et al. Comparison of energy-restricted very low-carbohydrate and low-fat diets on weight loss and body composition in overweight men and women. Nutrition & Metabolism 2004, 1:13.
    7. Yancy WS Jr, et al. A Low-Carbohydrate, Ketogenic Diet versus a Low-Fat Diet To Treat Obesity and Hyperlipidemia. A Randomized, Controlled Trial. Ann Intern Med. 2004;140:769–777.
    8. Nichols-Richardsson SM, et al. Perceived Hunger Is Lower and Weight Loss Is Greater in Overweight Premenopausal Women Consuming a Low-Carbohydrate/High- Protein vs High-Carbohydrate/Low-Fat Diet. J Am Diet Assoc. 2005;105:1433–1437.
    9. Krebs NF, et al. Efficacy and Safety of a High Protein, Low Carbohydrate Diet for Weight Loss in Severely Obese Adolescents. J Pediatr 2010;157:252-8.
    10. Summer SS, et al. Adiponectin Changes in Relation to the Macronutrient Composition of a Weight-Loss DietObesity (Silver Spring). 2011 Mar 31. [Epub ahead of print]
    11. Halyburton AK, et al. Low- and high-carbohydrate weight-loss diets have similar effects on mood but not cognitive performance. Am J Clin Nutr 2007;86:580–7.
    12. Dyson PA, et al. A low-carbohydrate diet is more effective in reducing body weight than healthy eating in both diabetic and non-diabetic subjects. Diabet Med. 2007 Dec;24(12):1430-5.
    13. Keogh JB, et al. Effects of weight loss from a very-low-carbohydrate diet on endothelial function and markers of cardiovascular disease risk in subjects with abdominal obesity. Am J Clin Nutr 2008;87:567–76.
    14. Volek JS, et al. Carbohydrate Restriction has a More Favorable Impact on the Metabolic Syndrome than a Low Fat Diet. Lipids 2009;44:297–309.
    15. Partsalaki I, et al. Metabolic impact of a ketogenic diet compared to a hypocaloric diet in obese children and adolescents. J Pediatr Endocrinol Metab. 2012;25(7-8):697-704.
    16. Daly ME, et al. Short-term effects of severe dietary carbohydrate-restriction advice in Type 2 diabetes–a randomized controlled trial. Diabet Med. 2006 Jan;23(1):15–20.
    17. Westman EC, et al. The effect of a low-carbohydrate, ketogenic diet versus a low- glycemic index diet on glycemic control in type 2 diabetes mellitus. Nutr. Metab (Lond.)2008 Dec 19;5:36.
    Há também uma tabela mais simplificada:


    E mais coisa vem por aí... 

    Saúde.

    sexta-feira, 4 de julho de 2014

    Referências para leitura - Conhecimento é PODER !



     "O homem que sabe é mais feliz que o homem que não sabe!" - Enéas Carneiro

    Pessoal, segue algumas referências para leitura e uma breve descrição de cada uma:

    1- Why We Get Fat: And What to Do About It - Gary Toubes

    Este é o melhor livro que já li sobre emagrecimento. Bem escrito e revolucionário. Infelizmente no Brasil, há muito pouco sobre Low-Carb, para não dizer nada. Nada desse autor está em português. 5 Estrelas.

    2- Good Calories, Bad Calories - Gary Toubes

    Outro, do mesmo autor. Explicando por que contar calorias leva ao engano e um monte de outros assuntos e materiais interessantes. 5 estrelas.

    3- The Paleo Diet - Loren Cordain

    Neste, o autor aponta através de evidências o que pode ser o modelo dietético mais afinado com a genética humana, a Dieta Paleolítica, ou simplesmente Paleo. 5 estrelas.

    4- Barriga de Trigo - Willian Davis

    Este não é um livro de dietas, é um livro em que é mostrado os malefícios dos inocentes pãezinhos, e a importância de eliminar farináceos, pães e glúten da dieta, uma vez que há muita coisa mostrando que eles estão ligados a distúrbios nervosos e outras morbidades. 4 estrelas.

    5- Dieta da Mente - David Perlmutter

    O título ficou terrivelmente traduzido, uma vez que o original é Grain Brain (Cérebro-Grão), mas o conteúdo é muito bom. Também não é um livro de receitas, fala do impacto de grãos e cereais em nossa saúde. Eles nunca deveriam ser nossa base alimentar. Mostra também um modelo de suplementos com gordura para criar um pool magnífico para um ótimo funcionamento do cérebro. "Turbine seu cérebro" - diz ele. 4 estrelas, levaria 5 estrelas se esse site não fosse voltado ao emagrecimento.

    6 - Eat, Stop, Eat. - Brad Pilon

    Também em inglês, fala de maneira objetiva e clara um poderoso aliado no emagrecimento saudável - O Jejum Intermitente (JI). Muito esclarecedor - 4 estrelas.

    7- Eu Não Consigo Emagrecer - Pierre Dukan

    Esse é famoso aqui no Brasil. Embora desatualizado, serve para matar a vontade de doces e começar a ter noções básicas sobre um modelo mais eficaz de emagrecimento. É pobre na parte fisiológica, mas o autor acerta em indicar receitas de guloseimas sem açúcar e conquistar a empatia do leitor por um estilo mais saudável mesmo com doces ou outras guloseimas de confeitaria. Não gosto muito do livro por fazer com que o autor fique ainda em torno do problema, que é a necessidade de doce. Serve apenas para reduzir os níveis de açúcar com guloseimas sem esse veneno. 2 estrelas pela ideia. O contrário do ideal não precisa ser péssimo.

    Irei incluir mais livros aqui com o tempo. Mas, saibam que a maioria dos bons livros de dieta estão em inglês.


    terça-feira, 1 de julho de 2014

    Plano de Ação ! Aqui ! - Parte 1

      

         Muito bem, você tomou a decisão de mudar. É chegada a hora desse "nascimento", uma vez que um novo você está para surgir.
    É preciso um propósito firme para se para emagrecer, para uns é caber nas roupas, para outros, é se sentir mais leve e por aí vai. Esqueça tudo o que aconteceu no passado, ele não interessa, ele nem existe mais. Olhe para o agora e concentre-se para o que está por vir.
        Saiba que é de fundamental importância você anotar o que está fazendo e o que está ingerindo. Se guiar pelo feeling é como uma lancha sem bússola. Ela pode até seguir, mas se perde e fica dando voltas em alto-mar, uma vez que não há orientação.
       Reúna a maior quantidade de informação que puder.(Tópico de Referências para Leitura) 
       De que maneira você quer começar? Bem, isso seria como um video-game, onde você joga no "fácil", "médio" ou "difícil", mas ao contrário dos jogos que onde jogar no difícil pode ser frustrante, é mais recompensador. Pode parecer difícil no início, mas uma vez que você faz determinada coisa várias e várias vezes com certa frequência, você cria o hábito. Além da recompensa de entrar nas roupas que você sempre quis, andar sem camisa, gozar de boa saúde e outros incontáveis benefícios a mais.
       O quanto você está disposto(a)?



     Mas, vamos lá...Eu vou citar algumas maneiras de numerar as coisas através de um método quantitativo e qualitativo. Lembrando que é necessário os dois. Veja:


    1° Passo: Conhecer os alimentos

    a- Quantificar certos macronutrientes. Quantos gramas de carboidrato há em uma pêra? E em uma banana? Isso é um exemplo de quantificar.
       "Mas, como eu vou saber disso, Ricardo? Não entendo nada desses casos de alimentos..."

        Calma, se você viu a tabela da TACO e desanimou porque não entendeu nada, eu vou tentar ser mais sucinto aqui. Existem basicamente três tipos de alimentos: carboidratos, proteínas e gorduras. Vamos lidar com os três. Os carboidratos que vão ter uma atenção mais especial, uma vez que se ele forem ingeridos de maneira errada, os resultados não virão.

    Existem carbos bons e ruins. Gorduras boas e ruins.



    Carboidratos bons e ruins ( Complexos são bons e simples são ruins)


    Bons(complexos) - Inhame, Batata-Doce, Chuchu, Aipim, Castanhas... 
    Ruins (simples) - Refrigerante, doces, açúcar de mesa, tortas, pães, farináceos em geral

    Falaremos sobre o Índice Glicêmico depois, uma vez que o objetivo é simplificar o máximo possível nesse início.

    Gorduras:



    Boas: Gorduras de carne (principalmente se for de gado criado em pasto), côco, abacate, ômega-3, castanhas como noz ou castanha do pará...


     Ruins: Óleos vegetais (óleos de cozinha - óleo de girassol, óleo de milho, soja, qualquer óleo extraído de grãos), margarina, qualquer gordura trans...

    E proteínas? Vamos falar sobre elas depois.


        Você percebeu um certo padrão na lista? Se você foi bem esperto, percebeu que os alimentos bons são aqueles que o homem mal tocou. São aqueles que não estão dentro de caixas, sacos, potes, geralmente acompanhados de aromatizantes, conservantes, estabilizantes, corantes ou outras coisas de nomes impronunciáveis. A mensagem que eu quero passar é que você busque o que está o mais próximo do natural e isso não quer dizer biscoitinhos light de cacau.

    Certo, você já deve saber basicamente o que é uma fonte de carboidrato e gordura. Sabe também qualificar basicamente alguns alimentos, sabendo os que são bons e ruins. 




    2° Passo: Quantificar (saber a quantidade)...

    Costumamos falar que certos alimentos como o bife são fontes de proteínas. Bem, eles são mesmo, mas é bom saber também que eles não são proteína pura. É um erro muito comum as pessoas acharem que estão comendo 100g de proteína ao ingerir um bife de 100g. Nesse bife há basicamente água, e depois proteína, gordura e até mesmo carboidratos.

    Existe um site bacana aqui que você pode mensurar online a composição dos alimentos.

    Olhe o exemplo do bife extraído desse site:


       Portanto, nessa primeira fase você fará o seguinte:


    1 - Você buscará alimentos mais próximos do natural possível. Hora de fazer umas comprinhas. Não jogue nada fora de casa ainda, você pode estar fazendo um equívoco.

    Compre e coma isto: 

    E não isso:         

    Calma, eu sei que pode parecer impossível para você, mas entenda que isso é um processo (para alguns um tratamento), alguns deslizes vão ocorrer, faz parte do processo. Só tenha isso em mente.

         Você vai contar os carboidratos (em gramas)dos alimentos que você come com mais frequência, Vá à tabela da TACO ou use o site indicado acima e continue anotando esse valor dos alimentos.

    O gráfico abaixo funciona bem para boa parte das pessoas. Algumas pessoas podem ingerir mais carboidratos do que outras sem ganhar peso ou mesmo emagrecer. Falaremos nele na parte 2.

        Anotando essas coisinhas, tudo fica MUITO mais fácil. Você não precisará ficar anotando tudo o que comer. Isso é só no primeiro e segundo dia, e ocasionalmente quando se deparar com uma dúvida.

    Conte os carboidratos. ESQUEÇA PARA SEMPRE CALORIAS OU PONTOS.

    Mãos à obra !